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Lud Falcão critica contrato da BR-365 e cobra duplicação integral da rodovia

Lud Falcão critica contrato da BR-365 e cobra duplicação integral da rodovia

A deputada estadual Lud Falcão elevou o tom das críticas em relação aos termos do contrato de concessão da BR-365, administrada pela EPR Triângulo, responsável por importantes trechos rodoviários que interligam municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Em posicionamento recente, a parlamentar classificou como "absurda" a modelagem do acordo firmado pelo Governo de Minas, principalmente pelo fato de não prever, de forma obrigatória e imediata, a duplicação integral da rodovia.

Segundo informações divulgadas pela deputada, o contrato original estabelecia a duplicação obrigatória de apenas 36 quilômetros da BR-365. Após mobilização política e cobranças de lideranças e da comunidade regional, um termo aditivo garantiu a inclusão de mais 10 quilômetros de obras, elevando para 46 quilômetros o total de trechos com duplicação obrigatória.

Apesar do avanço, Lud Falcão considera que o volume de obras ainda está distante da necessidade real dos motoristas que utilizam diariamente a rodovia, considerada uma das mais importantes para o escoamento da produção e para a mobilidade regional.

A discussão ganhou ainda mais repercussão após declarações do diretor-geral da concessionária, que confirmou que a duplicação integral da BR-365 consta no contrato apenas como um trecho pré-autorizado, sem caráter obrigatório neste momento. Para que a obra seja executada, será necessária a formalização de novos aditivos contratuais, além da definição de novas fontes de recursos.

A deputada também questionou o modelo de concessão adotado pelo Estado, defendendo que obras estruturantes deveriam ser realizadas prioritariamente antes da implantação definitiva das praças de pedágio. Na avaliação da parlamentar, o atual formato transfere custos elevados aos usuários sem a correspondente entrega de melhorias em infraestrutura e segurança viária.

Outro ponto criticado por Lud Falcão envolve a destinação dos recursos provenientes da outorga paga pela concessionária ao Estado. Segundo ela, o contrato não garantiu que esses valores fossem reinvestidos exclusivamente na região que cedeu suas rodovias para a concessão, permitindo que os recursos ingressem no caixa geral do governo estadual.

A parlamentar agora cobra transparência do Governo de Minas sobre a possibilidade de novos aditivos para ampliação das obras e alerta para o risco de que os custos dessas futuras intervenções sejam novamente repassados aos motoristas por meio do aumento das tarifas de pedágio.