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CCJ aprova projeto de Maria Clara Marra que pode proibir reconstituição de leite em pó importado em Minas

CCJ aprova projeto de Maria Clara Marra que pode proibir reconstituição de leite em pó importado em Minas

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, nesta terça-feira (24/02), a legalidade do Projeto de Lei nº 2.160/2024, de autoria da deputada estadual Maria Clara Marra.


A proposta pode proibir, em Minas Gerais, a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido quando o produto for destinado ao consumo alimentar.


O projeto tramita em 1º turno e segue agora para análise da Comissão de Agropecuária e Agroindústria.


Defesa da cadeia produtiva do leite mineiro


Na justificativa da matéria, Maria Clara destaca que a prática de reidratar leite em pó importado e comercializá-lo como leite fluido gera concorrência desleal com os produtores mineiros.


“Minas é o maior produtor de leite do Brasil. Nossos produtores cumprem padrões rigorosos de qualidade e segurança alimentar. Não podemos permitir que o mercado seja distorcido por práticas que fragilizam a cadeia produtiva e pressionam o preço pago ao produtor”, afirma a deputada.


De acordo com o substitutivo nº 1 aprovado na CCJ, a proibição se aplica à reconstituição de leite em pó, composto lácteo em pó, soro de leite em pó e outros produtos lácteos de origem importada, quando destinados ao consumo alimentar.


Penalidades previstas


Caso a proposta seja aprovada em definitivo, quem descumprir a lei poderá sofrer multa de até R$ 100 mil e suspensão temporária ou definitiva do alvará de funcionamento.


O texto prevê autorização excepcional da Secretaria de Agricultura e Pecuária apenas em caso de desabastecimento efetivo do leite fluido no mercado e por tempo determinado.


Mesmo nessa hipótese, deverá ser priorizada a reidratação de leite produzido em Minas Gerais. Se houver necessidade de importação, o Estado deverá garantir subsídio econômico ao produtor mineiro, para assegurar equivalência de preços e minimizar impactos sobre a produção local.


“A nossa prioridade é proteger o produtor rural, garantir equilíbrio no mercado e dar segurança ao consumidor. Estamos falando de milhares de famílias que vivem da atividade leiteira em Minas”, reforça Maria Clara.


O projeto integra a atuação do mandato em defesa do agronegócio mineiro e da sustentabilidade econômica da cadeia do leite no Estado.