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Mobilização em Patrocínio busca incluir jovem com lesão medular em pesquisa com polilaminina

Mobilização em Patrocínio busca incluir jovem com lesão medular em pesquisa com polilaminina

A cidade de Patrocínio tem acompanhado de perto o caso do jovem Leandro Guimarães, que sofreu uma lesão medular após um acidente de trânsito e hoje busca a possibilidade de participar de uma pesquisa científica considerada promissora no tratamento desse tipo de condição.


Leandro ficou paraplégico após fraturar as vértebras torácicas T4 e T5. Desde então, segue em processo de reabilitação, mas explica que, por se tratar de uma lesão medular completa, houve a interrupção da comunicação entre o cérebro e a parte inferior do corpo.


Diante desse cenário, familiares, amigos e moradores da cidade iniciaram uma mobilização que já reuniu mais de 10 mil assinaturas em um manifesto pedindo a inclusão de Leandro em um estudo com a polilaminina, proteína desenvolvida pela pesquisadora e bióloga Tatiana Sampaio. A substância ainda está em fase de estudos e tem sido apontada como uma possibilidade de avanço no tratamento de lesões medulares.


Segundo Leandro, a esperança surgiu após conhecer a pesquisa. Ele ressalta que estudos voltados à lesão medular ainda são raros no mundo e que o fato de uma investigação científica estar sendo desenvolvida no Brasil aumentou as expectativas de pacientes que convivem com esse tipo de condição.


O jovem também destacou que a mobilização tem como objetivo chamar a atenção do laboratório responsável pela produção da polilaminina, que conduz os processos administrativos e científicos relacionados ao estudo. A intenção é buscar a possibilidade de uso compassivo do tratamento.


Apesar da expectativa em torno da pesquisa, Leandro afirma que segue focado na reabilitação e na rotina diária, destacando que a vida precisa continuar independentemente dos resultados da investigação científica.


Durante a entrevista, ele também fez um apelo para que a sociedade amplie o debate sobre acessibilidade. Segundo ele, além da mobilidade reduzida, pessoas com lesão medular enfrentam dificuldades no dia a dia devido a obstáculos urbanos, como calçadas inadequadas, rampas mal construídas e falta de estrutura adequada para cadeirantes.


Leandro agradeceu o apoio da população de Patrocínio, das pessoas que participaram do abaixo-assinado e dos veículos de comunicação que têm ajudado a divulgar o caso.


A pesquisadora Tatiana Sampaio esteve na cidade nesta quinta-feira para uma palestra no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), campus Patrocínio. A expectativa da mobilização é que a repercussão do caso possa contribuir para abrir diálogo com os responsáveis pelo estudo.