Pesquisadora explica limites legais para inclusão de jovem de Patrocínio em estudo com polilaminina
Durante visita a Patrocínio para palestra no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), a bióloga e pesquisadora Tatiana Sampaio comentou o caso do jovem Leandro Guimarães, que sofreu uma lesão medular há sete meses e busca participar de estudos com a proteína polilaminina.
A pergunta foi feita pelo repórter da Rádio Módulo FM, Jânio Luiz, após mobilização da família e da população da cidade, que já reuniu mais de 10 mil assinaturas em um manifesto pedindo a chance de o jovem tentar o tratamento.
Segundo a pesquisadora, os estudos realizados até agora com a polilaminina em humanos envolveram apenas casos muito recentes de lesão medular, com aplicação do tratamento em um período de até uma semana após o trauma.
Ela explicou que, no caso de Leandro, a lesão já é considerada crônica, pois ocorreu há sete meses. De acordo com Tatiana Sampaio, a legislação brasileira e os protocolos científicos exigem que qualquer estudo clínico com seres humanos seja autorizado por comitês de ética e tenha base em dados científicos prévios que justifiquem o experimento.
A pesquisadora destacou que não é permitido aplicar um medicamento experimental sem evidências organizadas que indiquem possibilidade de resultado. Por isso, estudos clínicos precisam passar por avaliação ética e técnica antes de serem realizados.
Tatiana também explicou que, pelas regras atuais consideradas pelos órgãos reguladores, como a Anvisa, os estudos com a polilaminina estão limitados a casos muito recentes de lesão medular.
Apesar disso, ela afirmou que qualquer pessoa tem o direito de lutar pelo que acredita, mas ressaltou que, nas condições atuais, não existe previsão legal para a inclusão de casos fora dos critérios definidos nas pesquisas clínicas.
O vídeo completo da entrevista está disponível no perfil do Instagram da Rádio Módulo FM.

