Prefeito rebate críticas, esclarece caso da Arca e nega irregularidades em assistência social
O prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro, se manifestou sobre os recentes questionamentos envolvendo a área de assistência social do município, com foco no caso ocorrido na unidade conhecida como Arca, além de outras situações que ganharam repercussão nos últimos dias.
Sobre o episódio envolvendo dois adolescentes, o prefeito afirmou que se trata de um tema sensível e que está sendo investigado pelas autoridades competentes. Segundo ele, até o momento, não há confirmação de crime, mas sim a apuração de um possível ato infracional entre menores. Paralelamente, a Prefeitura instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para verificar se houve falha ou negligência por parte da equipe.
Gustavo Brasileiro destacou que medidas já foram adotadas, com acompanhamento dos adolescentes por equipe multidisciplinar, incluindo psicólogos e assistentes sociais. Ele também criticou a divulgação de informações sem confirmação e reforçou a necessidade de preservar os envolvidos.
Em relação à repercussão política do caso, o prefeito afirmou que há uso indevido da situação por parte de adversários e criticou o que classificou como julgamentos precipitados. Segundo ele, pessoas que divulgaram acusações sem comprovação poderão responder judicialmente.
O chefe do Executivo também comentou a mobilização para uma possível audiência pública sobre o tema. Para ele, a iniciativa não contribui com a apuração dos fatos e pode incentivar a exploração política de um assunto delicado. O prefeito reforçou que as investigações devem seguir os trâmites legais, com responsabilidade e cautela.
Outro ponto abordado foi o caso de um casal de idosos que teria solicitado apoio para retornar à cidade de origem. De acordo com o prefeito, as informações ainda são contraditórias e estão sendo apuradas. Ele ressaltou que, em situações que envolvem saúde, é necessário verificar como ocorreu o atendimento e a regulação.
Sobre a morte de um homem em situação de rua, Gustavo Brasileiro negou que o óbito tenha ocorrido sem assistência. Segundo ele, o homem esteve internado por cerca de uma semana na Santa Casa e faleceu em decorrência de problemas de saúde preexistentes.
O prefeito também rebateu críticas sobre a oferta de alimentação e acolhimento, afirmando que o município dispõe de estrutura e recursos para atender pessoas em vulnerabilidade. Ele explicou ainda que a Casa de Passagem não é um abrigo permanente, mas um espaço de acolhimento temporário, com o objetivo de encaminhar os atendidos para seus destinos ou serviços adequados.
Ao final, ao ser questionado sobre a permanência da secretária de Assistência Social, Marilene Pires, o prefeito afirmou que ainda irá conversar com a gestora e com a equipe técnica antes de tomar qualquer decisão. Segundo ele, a avaliação será feita com base nas apurações em andamento e nas medidas já adotadas, destacando que prefere agir com cautela e responsabilidade antes de definir sobre a continuidade no cargo.

