Secretária de Assistência Social rebate críticas, esclarece casos na Arca e nega negligência em atendimentos
A secretária de Assistência Social de Patrocínio, Marilene Pires, concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira para esclarecer episódios recentes envolvendo a pasta, que têm gerado repercussão no município. Entre os principais temas abordados estão a situação envolvendo dois adolescentes na instituição de acolhimento, o caso de um morador de rua que veio a óbito e questionamentos sobre atendimento a um casal de idosos.
Sobre o caso registrado na unidade de acolhimento, conhecida como Arca, a secretária afirmou que todas as providências foram tomadas e que a situação já está sob análise dos órgãos competentes. Segundo ela, as imagens do local foram encaminhadas à Polícia Civil e o caso segue agora para avaliação da Justiça.
Marilene destacou que a instituição segue normas técnicas, podendo acolher até 20 crianças e adolescentes, mas que em Patrocínio há uma decisão judicial anterior que determina a separação por sexo, medida que, segundo ela, já foi restabelecida recentemente. A secretária explicou ainda que, no momento do ocorrido, havia equipe no local, mas o episódio aconteceu em um intervalo de poucos minutos. Os profissionais envolvidos foram advertidos e o caso encaminhado à Corregedoria.
A secretária também negou as versões divulgadas publicamente sobre o caso e criticou o que classificou como exploração política da situação. Ela ressaltou que o episódio é lamentável, mas afirmou que não reflete a totalidade do trabalho desenvolvido pela equipe.
Outro ponto abordado foi a morte de um homem em situação de rua. Marilene afirmou que não houve negligência por parte da secretaria e esclareceu que o homem não morreu na rua, mas sim no hospital, onde permaneceu internado por vários dias após ser socorrido. Segundo ela, a equipe realizou abordagens anteriores, mas o homem teria recusado atendimento inicialmente. Posteriormente, foi encaminhado ao hospital com apoio do Samu.
A secretária informou ainda que houve contato com familiares do homem, que seriam de outro município, e destacou que o caso envolvia um quadro de saúde já agravado.
Em relação ao episódio envolvendo um casal de idosos que solicitou passagem, Marilene explicou que ambos já haviam sido atendidos anteriormente pela secretaria, com oferta de acolhimento e auxílio. Segundo ela, a política pública não prevê concessão contínua de passagens e o casal teria sido orientado pela equipe técnica. A secretária também questionou a forma como o caso foi exposto e voltou a criticar a atuação de vereadores, classificando a situação como “armada”.
Ao final, Marilene Pires reforçou que a secretaria atua dentro da legalidade, destacou ações sociais em andamento, como o atendimento a centenas de famílias por meio do CRAS e CREAS, e afirmou que permanece à disposição para esclarecimentos.

